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Histórias do EIRPG – parte 3

Já contei do Steve, e falei também do dorminhoco do EIRPG, mas não contei tudo o que rolou no primeiro encontro. Lá além de toda a zona do evento propriamente dito, foi onde encontrei um bando de amigos que até hoje encontro, uns mais do que outros.

Já são mais de uma década de amizade, o que é fantástico. Não registrei isso no post anterior mas que seja feita justiça.

O Ricardo comentou aqui sobre o Tadeu em cima da mesa. Bom… o Tadeu é uma das figuras lendárias e divertidas do RPG nacional. Um gringo cabeludo, de fala esquisita e que gostava muito de RPG e jogos de estratégia.

Havia momentos em que ele, todo sério, explicava, mostrava e demonstrava jogos aos iniciantes, mas quando a coisa apertava e precisava de certa ordem, a coisa mais fácil era vê-lo em cima de uma mesa ou cadeira berrando num português macarrônico as ordens da casa.

Aliás, todos nós tinhamos uma certa dose de paciência com os novatos. Todos? Não.. havia um nanico enfezado chamado Giordano que surtou depois que um garoto na mesa de Battletech perguntava pela nonagésima vez se ele podia atirar.

Giordano – Há duas fazes no jogo, a de movimento e a de tiro… Primeiro vocês movem, depois de todas as meças se moverem, vocês atiram. Podem se mover agora…

Jogador – Posso atirar agora?

Giordano – Não… Não pode atirar na fase de movimento. Primeiro você move… depois atira…

Meia hora e muitas perguntas “posso atirar agora?” depois, Giordano já literalmente babava na mesa tentando arrancar a cabeça do garoto.

O momento se foi, mas a cena do Tadeu sobre a mesa e o Giordano em sua fase de tiro/movimento, virou um referencial para nós jogadores.

4 Comentários

  1. Em verdade te digo: QUALQUER lançamento de um RPG em língua portuguesa, QUALQUER UM, deve ser comemorado! Pois temos lá fora um zilhão de jogos, e o público brasileiro não pode ficar refém de lingua estrangeira (já que não é pré-requisito para ser jogador ou mestre) ou do 4Shared. Temos que ter bons jogos na nossa lingua, e apesar de tudo que falam do GURPS, ele É um bom jogo! Jogos ruins não duram tanto…

  2. silvio disse:

    Rodrigo, tudo bem? Eu não digo para não termos jogos em português, nem que não devemos comemorar a chegada de uma nova edição do GURPS. Questiono se este seria o melhor movimento.

    Eu mesmo sempre estive presente em diversas publicações, e sempre lutei para o jogo em português.

    Mas hoje a realidade traz muitos e melhores jogos, material mais interessante e novo. Basta ver como anda o mercado acompanhando o Ennie, a maior premiação do meio.

    Não seria mais interessante trazer NOVOS jogos e sistemas para o mercado brasileiro?

    • O ideal seria sim, trazer novos jogos. Mas GURPS é um sistema muito jogado no Brasil e que estava sem sua devida atualização.

      Ou seja: Tem que trazer novos jogos (como a Jambô fez com Mutantes e Malfeitores e Reinos de Ferro), mas também não podemos desprezar as novas edições dos antigos (como faz a devir)

      Cada um dá o que tem.

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